Dismenorreia em mulheres jovens: impactos no cotidiano e o papel da enfermagem na promoção do autocuidado
DOI:
https://doi.org/10.24859/SaberDigital.2026v19n3.1985Palavras-chave:
Absenteísmo, Autocuidado, Dismenorreia, EnfermagemResumo
Resumo: Introdução: A dismenorreia é uma condição ginecológica frequente entre mulheres jovens, caracterizada por dor pélvica durante o período menstrual, que compromete atividades diárias, desempenho acadêmico e laboral, além do bem-estar físico e emocional. Objetivo: Analisar os impactos da dismenorreia no cotidiano de mulheres jovens e identificar o papel da enfermagem no autocuidado e manejo da dor. Material e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO e BVS. Utilizaram-se os descritores “Dismenorreia”, “Absenteísmo” e “Dismenorreia e Enfermagem”, além de seus correspondentes em inglês, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra e relacionados ao tema. Excluíram-se estudos duplicados, revisões integrativas, teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso. Resultados e Discussão: Foram incluídos 18 estudos, que evidenciaram prevalência de dismenorreia entre 51% e 89% em mulheres jovens. Os principais impactos identificados foram absenteísmo escolar e laboral, limitação das atividades diárias, dificuldade de concentração, fadiga, cefaleia, náuseas, ansiedade e alterações do sono. Observou-se ainda baixa procura por assistência profissional e frequente automedicação. Os estudos destacaram a enfermagem como fundamental na educação em saúde, incentivo ao autocuidado e orientação sobre estratégias para o manejo adequado da dor. Conclusão: A dismenorreia representa um importante problema de saúde pública pelos impactos físicos, emocionais e sociais que ocasiona, reforçando a necessidade de ampliar ações de educação em saúde e assistência qualificada voltadas à saúde menstrual de mulheres jovens.
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